Os 5 Comportamentos para alavancar sua conexão emocional com seus filhos


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Paulo Cesar

Primeira dica
É verdade que o mundo está em constante mudança, e as realidades mudam muito rápido, às vezes parece que foi ontem que seu filho nasceu… Independentemente se você é pai, mãe, avô ou avó, somos educadores e queremos ter uma melhor conexão com quem amamos, queremos vencer barreiras da comunicação, do tempo e de mentalidade pois queremos melhores resultados…
Relacionamento maduro, vai muito além de saber se os filhos fizeram ou não os deveres escolares, ou presentearam com o celular da moda. Educar vai do amor afetivo (demonstrações de afeto, carinho) ao amor efetivo (passeios, roupas, brinquedos) concomitantemente.
A educação se faz com exemplos diários, e não apenas com palavras e regras, claro que elas são necessárias, mas sãos os exemplos que passamos que fazem o alicerce do relacionamento ser firme e assim uma excelente conexão e ótimos resultados fluem. Mas atenção, pode ser que os meus exemplos, minhas atitudes estejam chegando de forma embaçada, desfocada ao meu filho e as consequências não serão nada boas… Faça esse passo a passo e aproveite os frutos.
Direto ao ponto:

1 – Aprenda a ouvir!
Permita que seus filhos contem histórias, ainda que fantasiosas. Ser ouvido faz com que a criança se sinta valorizada. As crianças falam e também perguntam muito. Pegam você de surpresa com mil questionamentos, inúmeras dúvidas e centenas de comentários nos momentos mais inoportunos. Desejam saber, experimentar, querem compartilhar e desejam compreender tudo que acontece diante delas.
Tenha bastante claro que, se você mandar que fiquem quietas, se você as obrigar a ficar em silêncio, ou se não atender suas palavras, respondendo com severidade ou de forma rude, isso fará com que, no curto prazo, a criança deixe de se dirigir a você. E o fará seus próprios espaços de solidão, atrás de uma porta fechada que não desejará que você cruze, e quando se tornam adolescentes não se abrem com seus pais, pois sempre receberam acusações e falta de compreensão. Lembre-se que além do que você fala, um ponto muito importante e a forma de COMO você fala.
2 – Elogio e Decisão
São muitos os pais que relacionam a palavra educação com punição, com proibição, com um autoritarismo firme e rígido em que tudo se impõe e qualquer erro é castigado. Este tipo de atitude gera uma falta de autoestima muito clara na criança, uma insegurança e, ao mesmo tempo, uma ruptura do vínculo emocional com eles.
Uma boa atitude fortalecedora é o elogio. Todos os dias sempre há bons comportamentos que os filhos fazem e devem ser elogiados, vai além de “é mais do que obrigação”. O elogio ajuda a desenvolver segurança e maturidade emocional.
Deixe seus filho decidir algumas coisas, todos gostamos de decidir. Uma vez por semana, deixe seu filho escolher o jantar. Permita que ele escolha qual canal assistir qual refeição comer, etc. Isso é ótimo para autoconfiança dele e ajuda no crescimento saudável.
3 – Respeite os espaços
Na adolescência, é comum os filhos terem certa distancia dos pais em locais públicos. Tente compreender isso. Lembre-se que você tem muitas informações que podem envergonhar o filho diante dos amigos. Particularidades que só os pais sabem, mas que o jovem não quer que sejam reveladas. Pais, nada de expor a intimidade dos filhos, ok? Evite, também, estender muito as conversas com os amigos dele. Pai e mãe não são amigos. Pais que querem ser amigos dos filhos não estão sendo bons pais, assuma seu papel de pais.
A relação precisa ser hierárquica. Isso não significa que tenha de ser ruim. A diferença é que, com amigos, temos relações de igual para igual. Entre pais e filhos não é assim. Os pais podem ser bacanas, compreensivos, divertidos, mas são pais.
4 – Demonstre carinho pelo cônjuge
Pode ser comum casais brigarem, mas isso é anormal. Por que brigar com que você ama? O que faz você pensar que seus filhos não podem ouvi-lo através das finas paredes de sua casa? Eles podem, e odeiam. Se eles ouvem vocês brigando eles pensam que algo terrível vai acontecer com sua família. Não coloque esse peso sobre eles. Aprenda a conversar e não impor.
Os filhos que presenciam regulamente demonstrações de carinho, amizade e dialogo entre os pais, criam uma verdadeira segurança emocional e psicológica. Aprende que o dialogo, mesmo com assuntos que não gostam, podem e devem ser resolvidos de forma pacifica e coerente.
5 – Somos diferentes
Somos únicos no mundo, ainda bem ou não, srsrs. Lembre-se sempre que cada pessoa é única e cada um tem gostos e preferências diferentes. Antes de dar uma ordem, ou chamar a atenção do seu filho, de dizer que ele não faz nada direito, pense nas preferências dele e ele pode está aprendendo alguma coisa daquela forma. É justo exigir que todas as pessoas sejam iguais a você? É saudável respeitar as particularidades das pessoas, respeite também particularidades de seu filho e compartilhe (não imponha) sua experiência de vida
Seja mais forte que sua melhor desculpa.

Sucesso e Paz, conte Comigo!
Paulo Cesar
http://www.PalestrantePauloCesar.com.br

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