O projeto Brasileirinho é a minha vida


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Meu trabalho, são 6 anos de vitórias, felicidades com vocês!

Trabalhei na Comunidade Emanuel, fui jornalista diagramador, nesta editora Católica há 18 anos, nela vivi, vivo os preceitos de Deus na nossa vida, de poder ajudar ao próximo, principalmente as crianças, inclusive os meus atletas do Projeto Brasileirinho queriam conhecer o meu local trabalho eu pude trazê-los para fazer um trabalho voluntário para ajudar e enviar doações para tragédia ocorrida na Serra em Teresópolis!

Um pouco mais do Patrick!

Eu sou um apaixonado por futebol, sempre joguei desde jovem na rua com os meus colegas e amigos, pude jogar em alguns clubes como amador no Mesquita FC e América FC e nas saudosas peladas de fim de semana em Nova Iguaçu, Queimados. Pelo futebol tive alguns treinadores muito legais, que passaram amizade, disciplina, honestidade, nunca deixaram os atletas fazerem bobagens, sempre valorizaram a vida saudável, longe das bebidas, das drogas, das más amizades, graças a Deus segui a rica cada conselho, fiz muitas amizades, não bebo, não fumo, nunca usei nenhum tipo de drogas, sempre um jovem educado com todos e olha eu era muito invocado, a minha dona Ecírle Veloso Sabino e seu Moisés Sabino tiveram um trabalho para educar este que vos escreve, sou o filho mais velho, tenho 48 anos, meus já estão falecidos, tenho mais 4 irmãos o Moises Sabino Jr, a Andressa Veloso Sabino Pereira, a Patricia Veloso Sabino e o Fabricio Veloso Sabino.

Meu casamento e o meu filho jogador

Casei-me muito cedo, conheci a mãe de meus filhos Patrick e Lorraine e fomos morar juntos, fui pai jovem, aos 21 anos, foi uma imensa felicidade, nasceu o meu guerreiro e como todo pai pensei logo no futebol, mas primeiro tinha que ver se o Patrickinho tinha jeito para jogar bola, aos 10 meses de vida ele surpreendeu-me, chutou a bola com a perninha esquerda, foi uma baita felicidade.

Falei logo este vai ser jogador!

Ai começou a nossa história, o Patrick Jr fez 6 anos de vida, estava desempregado, sem dinheiro, triste em casa, vivendo de pequenos trabalho, quando a minha mãe veio a minha casa com um recibo do clube IBC(Clube de futebol de salão em Nova Iguaçú) e disse-me: “Pegue o meu neto agora, leve-o a este clube e ponha para jogar bola”, eu respondi: “Mãe, este clube é longe”, ela continuou: “Não importa leve-o nas costa, mas vá”.

Bom eu fui, era 17 de setembro antevespéra do meu 28 aniversário, eram um sábado, procurei o professor Betinho, o Patrick Jr foi jogar na quando, eram muitos meninos, o moleque jogou bem chamou atenção do treinador, depois do treino perguntou que era o pai do canhotinho parrudo, apresentei-me e ele pediu para procurar neste mesmo clube na segunda-feira o professor João, treinador da equipe fraldinha, uma categoria que disputava o Campeonato Carioca de Futebol do Rio de Janeiro, mas tinha um problema o meu filho tinha apenas 6 anos, para jogar no fraldinha o moleque teria de ter 7 anos, mas o professor Betinho insistiu para levá-lo assim mesmo.

Bom na segunda-feira, dia 19 de setembro, dia do meu aniversário, cheguei ao IBC com o Patrick Jr, ele nem ai com o que estava acontecendo, e eu preocupado com o que iria acontecer, falei com o técnico João mostrei o meu filho para ele, neste dia a equipe que treinava era a que estava disputando o campeonato, o Patrick Jr jogou no time reserva e como jogou eles começaram perdendo o jogo por 1 x 0, não sei que houve, mas o menino disputava todas as bolas com muita vontade, com garra, com valentia, os garotos tinha 7 e 8 anos de idade e ele tinha feito 6 anos e poucos meses não lembro! Ele ganhava as divididas, ele acabou dando um passe para o gol de empate e já perto do fim treino ele fez um gol, o gol da vitória correu em minha direção e falou: “Papai é para você”, eu comecei a chorar, o bobagem, filho apronta com a gente.

Logo depois nós o levamos a escola de futebol CR Vasco da Gama, mesma história, ficaram encantados com parrudinho que enfrentava os moleques maiores, que eu ensinei como fazer, não precisa ter medo, foi fazer um jogo em Bangu, deu o passe para gol de empate, foi muito legal e ai indicado para jogar no futsal do Vasco, fiquei sem trabalho e ai não pude pagar as despesas dele, foi triste.

O projeto Social Pró Futuro

Separei da mãe dele, infelizmente, o perdi o emprego, ele estava no Nova Iguaçu FC, jogando bem, mas minha ex-mulher não o levava aos treinos, liguei para alguns clubes e o Mesquita foi a porta para ele voltar a jogar bola, fui buscá-lo na casa da minha ex-mulher e levá-lo ao treino, foi que conheci o seu Francisco avô do Ícaro, um menino que fazia parte de um projeto social envolvido com o futebol, que contou que eles iriam fazer a seleção de jovens para jogarem um campeonato mundial para crianças na Europa, precisamente na Suiça, poxa eu não acreditei, mas eu fui, levei o moleque, tinha 30 e poucas crianças, o Patrickinho calado e eu preocupado, nervoso, tinha um moleque magro, negro, que tinha jogado este campeonato foi campeão e artilheiro o Luciano(hoje é profissional, jogava na África), o Patrickinho marcou o moleque e acabou com o jogo dele… Nisto o professor Árthur deu o nome dos aprovados, meu filho disse: “Pai eu não fui escolhido, o menino é muito rápido, eu não marquei direito”, quando foi falado nome dele foi uma emoção muito grande para mim e ele juntos, quantos fins de semana treinando, jogando e o guri foi evoluindo. Enfim viajou para a Suiça com apenas 12 anos foi campeão do Mundo jogou conta a Espanha, Itália, Holanda na final…

Eu comecei a sonhar com Projeto Brasileirinho

Trabalhei neste projeto por 10 anos como voluntário, foi uma experiência interessante, ver o poder que tem o esporte na vida destes jovens…

Ai eu comecei a ver o futebol neste projeto a Pró Futuro, como poderíamos ajudar a muitos jovens a serem melhores, melhores na vida, nos estudos, em casa, com os pais com os amigos.

Por este projeto Pró Futuro conheci o seu Luis Roberto, morador da comunidade e parceiro no projeto, que tem um sobrinho o Felipe mora em Santa Lúcia e jogava no campo do Santa Rosa, ele Felipe e o Alef foram escolhidos para irem fazer teste e eu fui se eram bons.(O Felipe joga hoje fora do país, tem 18 anos e caminha pelas próprias pernas, a todos apresenta-me como pai, e eu tenho orgulho de ser seu pai, pelo bom menino que é!)

E ai começou o Projeto Brasileirinho, eu não queria cobrar mensalidades, taxas nada das crianças pobres, um lugar para ensinar os jovens a jogar bola, mas que valorizem a família, vida, o estudo. Precisava de dinheiro, tomei coragem e falei com o meu amigo Abel Braga (Técnico do Fluminense FC, campeão do mundo, libertadores, carioca) e pedi ajuda para montar o projeto, ele nos ajudou e ajuda muito, fiz curso para treinador de futebol e outros curso de capacitação em alguns congressos técnicos para poder fazer estas crianças evoluírem e conseguirem o seu sonho, aluguei um campo com o meu salário, o campo do Progressista.

Agradeço aos  amigos como o Abel Braga, Dr. Luis Felipe Neves, Dr William Cavalcante, Augusto e Itamar, Nauro, Marcelo, Bruno, Dona Maria, Tânia, Nivan Almeida, Elivar, Aninha, Selma, são pessoas que sempre apoiam o nosso trabalho.

Jogamos contra clubes profissionais tais como Rio de Janeiro FC, CR Vasco da Gama, Duque Caxiense FC, AC Castelo Branco, Barcelona FC, Macaé FC, com estes jovens, imagine meninos de comunidade tendo a chance de jogarem com clubes profissionais, uma experiência marcante.

Me orgulho deste jovens, pois são muito educados, displinados, não fomos advertidos com cartões amarelo ou vermelho, foram leais, mesmo vendo a sua classificação ficando distante. É o esporte, o futebol fazendo este jovens vendo que a boa educação, o respeito, a disciplina podem fazer a diferença nas suas vidas, muito legal.

Muito obrigado,
Patrick Veloso
“Apenas um pai, que sonho por um mundo melhor”

 “— Guerreiro não chora, luta!”

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