5 coisas de qualquer jovem de 19 anos devia saber


 Posted by Valter Correia on March 4, 2014 at 11:10 AM
        Sem dúvida alguma que vivemos em tempos diferentes. Antigamente, ensinavam-se muitos valores porque não havia dinheiro, havia menos comunicação social, havia menos divulgação da informação. Hoje, o impacto dos jornais e da televisão é muito maior, existe um círculo social muito maior para quem ainda é novo, o que dificulta a passagem de valores que outrora foram ensinados aos nossos pais e avôs. Sem dúvida alguma, a capacidade de comando dos treinadores e pais diminuiu, e muitos jovens de 19 anos não tem o mesmo respeito que os nossos avôs tinham aos mais velhos quando estes tinham 19 anos.

Isto leva a que muita gente que ensina se deixe de importar com os seus ensinados, porque a seguir a esses, haverá outros para ensinar. Por exemplo, numa academia de futebol, um dos maiores problemas que o treinador enfrenta é lidar com pais que querem fazer dos filhos, o novo Ronaldo ou Messi, quando na realidade, o seu filho passa os tempos a brincar nos treinos, sem evoluir o suficiente para que um dia seja pelo menos, jogador amador.

Treinadores não devem ser os primeiros responsáveis pela educação dos jovens jogadores. Nem devem ser treinadores nem devem ser os professores. Em primeiro lugar, no que diz respeito à educação, a responsabilidade é sempre dos pais, sempre, sempre, sempre. O treinador e os professores vem em segundo lugar, e a sua maior responsabilidade é ensiná-los, não educá-los. Desta forma, vale lembrar alguns requisitos que os jovens precisam de ter, sejam jogadores ou não, pois qualquer profissão exige profissionalismo, que não se deve apenas a saber fintar, escrever, ou falar, ou trabalhar.

     1. Nunca devemos responder aos nossos superiores

Se um jogador acaba de chegar a um plantel sênior e o treinador lhe pede para fazer algo, então que faça, mas sem responder. Por um lado, responder a um chefe, seja em que profissão for, é sinal de amadorismo. Poucos chefes são o suficiente pacientes para que os seus comandados lhes respondam, e muitos desvalorizam-nos quando lhes respondem. Há chefes pacientes, assim como há treinadores pacientes, mas, grande parte, não vai perder tempo a tentar ajudar um jogador quando o grupo por inteiro tem muito mais interesse que um jogador.

   2. Precisamos aprender a distinguir o nosso ego da nossa qualidade

No trabalho, no futebol, nas saídas à noite, na escola, cada vez mais, o ego tem dominado as mentes dos jovens. Não só pelos valores que não são transmitidos, como pelos colegas que à maior parte chamamos de amigos, os jovens julgam estar um passo acima do valor que realmente tem. Ego elevado leva a pessoa a acreditar que tem mais valor do que realmente tem, o que o leva a pedir mais do que aquilo que merece. Por exemplo, há aqueles jogadores a que chamamos vedetas, que querem fazer tudo bonito e que acreditam ser jogadores de topo, quando estes só tem 19 anos. Podem realmente ter potencial, mas como alguém lhes faz acreditar que o valor deles é maior do que o valor que eles realmente tem, por muito potencial que tenham, não evoluem. Estão convencidos que são jogadores

  3. Os mais velhos são para ouvir, sempre

É verdade que os mais velhos, muitas vezes são apegados ao passado e que tem ideias muito diferentes das nossas, que somos mais novos. Mesmo assim, o respeito é algo que lhes devemos, porque mesmo mais velhos e um pouco “atrasados no tempo”, os nossos colegas tem muita mais disponibilidade para nos ensinar do que o treinador. Dentro de um grupo, existem líderes. Seja o treinador ou o chefe, enquanto líder máximo, existem outros líderes de grupo, que aconselham, que protegem e que ajudam. Esses líderes são os mais velhos e experientes. Por um lado, o treinador tem a função de organizar a equipa. É esse o trabalho do treinador. Mas, os jogadores não são máquinas nem interagem pela ordem do treinador. Precisam aprender a organizarem-se e é nesse momento que entram os jogadores mais velhos, capazes de proteger os mais novos, capazes de proteger a equipa e que tem mais atitude para tomar decisões mais difíceis. Qualquer jogador novato devia aprender com eles e respeitá-los.

   4. Aprender a aprender, é um passo difícil

É muito complicado quando encontramos chefes que só querem trabalho. Há aqueles chefes que sabem que estão a trabalhar com pessoas e que o melhor dessas pessoas não se retira com ordens. Há também aqueles chefes que importa mais o resultado que o rendimento, o que causa sempre uma situação difícil. Fora isso, qualquer novato devia aprender a aprender, devia ser capaz de absorver as várias lições que nos passam todos os dias na nossa frente, que de facto, muitos não são capazes de fazer. Aprender a aprender significa aprender a pensar em vez de desistir, e ser capaz de recordar as lições que alcançam a nossa mente. Aprender a absorver tudo o que acontece num dia, e tirar lições a partir daí, é um dos pequenos passos que podem levar um jovem miúdo ao profissionalismo

       5. O caminho vai ser sempre longo

Quem me dera que tudo fosse tão fácil. Mas, se assim fosse, talvez a vida não tivesse valor. Quem nunca precisou ultrapassar desafios, e quem nunca se sentiu mais capaz quando uma dificuldade foi ultrapassada? Não é fácil lidar com desafios todos os dias. Mas o que realmente é complicado, é ultrapassá-los sem se deixar ir abaixo. Muitos de nós tem uma ideia na sua mente, em que somos azarados, ou que não somos capazes, ou qualquer coisa assim parecida. A bem dizer, isso são tretas, porque, a sorte existe, mas não depende dos outros. Depende de nós. Constrói-se. Há decisões difíceis que precisam ser tomadas, mesmo que haja um receio de dar esse pequeno passo. Ser jogador de futebol, é fácil. Basta pertencer a um clube qualquer, mesmo que não se jogue aos domingos. Mas, para ser jogador profissional, é preciso mais do que isso, é preciso trabalho, paciência, ter os pés assentes no chão e o olhar focado no horizonte. E não é para assustar, mas isso é só o início do caminho.

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